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Depois do mapa, elaborado pela Comissão de Toponímia, ter sido aprovado em reunião da Câmara Municipal de Barcelos procede-se, agora, aos últimos passos legais deste processo. "Neste momento estão a ser colocadas as placas com o número de polícia em todas as habitações da terra", confirmou o presidente da Junta de Freguesia de Martim.
António Carvalho adiantou, ainda, que, "a partir do momento que o número de polícia é atribuído, é necessário que um dos elementos do agregado familiar se desloque à sede de junta de freguesia para obter a certidão, para todos os elementos do agregado, para depois efectuar as respectivas mudanças de morada nas diversas instituições". O autarca aproveita, ainda, para pedir a colaboração de todos os martinenses para que se possa terminar o processo o mais rápido possível.
No momento da colocação da placa em cada habitação é deixado, também, um impresso que deve ser preenchido com o nome, o número do bilhete de identidade (ou cartão de cidadão) e data de nascimento de cada elemento do agregado familiar. De seguida, é necessário com esse documento deslocar-se à sede de junta para pedir a certidão necessária para a mudança de residência nas diversas instituições. Cada agregado tem que pagar cinco euros pela placa na secretaria da junta de freguesia, que está aberta de segunda a sexta-feira das 9 às 12.30 horas e das 14 às 18 horas.
Das avenidas
até aos carreiros
O presidente da junta mostrou-se "satisfeito" com o decorrer de todo o processo, já que sempre houve "um pouco de relutância" em mudar. E justificou: "os martinenses são muito bairristas e vivem muito por lugares, prova disso é a organização do nosso Carnaval. Mas passámos pelos 12 lugares da freguesia e tentamos fazer o melhor possível, dentro das regras que tínhamos que seguir, salvaguardando sempre os nomes dos lugares, porque as pessoas vão acabar sempre por se identificarem com eles".
A Comissão de Toponímia foi aprovada na reunião da Assembleia de Freguesia de Junho do ano passado e desde então os elementos da comissão reuniram diversas vezes, das quais muitas foram realizadas no terreno. "A equipa fez questão de passar em todos os caminhos e tentar encontrar nomes que estivessem relacionados com o respectivo local como manda o regulamento municipal", salientou, ainda, o autarca.
A toponímia designa o nome dos lugares dos sítios, das ruas, das avenidas, enfim, de todas as artérias habitadas. Ao todo, a freguesia de Martim tem 100 artérias atribuídas, desde ruas, passando por ruelas, calçadas, travessas e até carreiros. De acordo com o regulamento aprovado pela comissão de toponímia municipal deve-se privilegiar a história local e a toponímia antiga, bem como as características que identificam o lugar. "A história e a tradição foram os 'instrumentos' de trabalho privilegiados pela equipa de trabalho", assegurou, ainda, António Carvalho. E exemplificou: "temos a Rua de Martim d'Além ou dos Pomares e também existe a Praça Santa Maria de Martim, a Rua do Estaquedo, a Rua de Janes, a Rua da Plaina, a Travessa Real ou até a Travessa do Fôjo, bem como a Ruela das Agras ou Ruela da Portela".
Ainda no mesmo regulamento é definido que os nomes devem ser o mais curtos possível e quando, num mesmo lugar, existir mais do que um caminho deve ser atribuído ao caminho principal o nome do lugar e aos caminhos adjacentes o nome das propriedades mais antigas ou de qualquer sinal ou vestígio que identifique o referido lugar. Além disso, ainda no mesmo documento, anuncia que se deve evitar dar o nome de pessoas ainda vivas.
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