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Dia de Martim foi o melhor de sempre
16/08/2008
Dia de Martim foi o melhor de sempre

Num verdadeiro espírito de convívio e partilha, milhares de martinenses festejaram, ontem, o sétimo ‘Dia de Martim’, evento que “veio para ficar”, disse ao ‘Correio do Minho’ o presidente da junta de freguesia, António Carvalho.
Depois das actividades da manhã, em que se destacam a celebração da eucaristia e o peddy paper, centenas de famílias de Martim, concelho de Barcelos, juntaram-se ao almoço, em momentos de grande animação.
“O ideal era que estivessem cá todas as famílias, mas de uma forma geral estão todas representadas”, garantiu o autarca.
A iniciativa do dia da freguesia, pioneira na região, cumpre, desde a primeira hora, os objectivos a que se propôs.
A festa pretende juntar não só os que vivem na terra todo o ano, mas também os emigrantes espalhados pelo mundo, que nesta época de férias regressam às origens.
O “bairrismo saudável” foi ganhando cada mais mais força e “hoje o convívio é feito pelas pessoas”, que contam com todas as infra-estruturas e condições criadas pela junta de freguesia.
É graças à “força de vontade e dinamismo” da equi-pa que acompanha o presidente da junta que este dia fica como um marco na história local, tendo como frutos a crescente “união” entre os martinenses.
Este ano, dada a crise com os combustíveis, a organização decidiu incluir nas actividades o peddy paper, iniciativa que permitiu aos participantes conhecer um pouco mais da sua terra, quer ao nível do património e riquezas existentes, como das lendas e tradições seculares.
“Um grande sucesso”. Este é o balanço do peddy paper, que contou com uma forte participação dos jovens.
“Este dia irá manter-se para sempre”, garantiu António Carvalho, que continuará a fazer do parque de lazer de Martim, um espaço privilegiado para o convívio intergeracional.

Milhares de pessoas em convívio

Danças, muita música, sardinha, broa e caldo verde fizeram as delícias dos miúdos e graúdos na sétima edição do Dia de Martim, celebrado ontem no parque de lazer da freguesia. Insufláveis, paintball, um touro mecânico, entre outras diversões para os mais novos, animaram a festa que encerrou à meia noite, com uma sessão de fogo de artifício.
A família de Cândida Fernandes tem lugar marcado no almoço-convívio, desde a primeira edição, em 2001. “Gosto de tudo, desde o convívio com a família à animação”, disse ao ‘CM’. Há três anos, a martinense participou na corrida de sacos, mas as danças são a actividade que mais gosta.
O almoço foi preparado na casa da irmã, Maria Fernandes, que escolheu como menu principal o arroz de frango, acompanhado por um “bom vinho”, e para a sobremesa bolos e fruta. A sobrinha Juliana Loureiro é quem trata, todos os anos, dos doces. “Os convívios correram sempre bem e só vamos embora no final da festa”, contou Maria Fernandes.
Os irmãos Maria Conceição Loureiro e Júlio Loureiro nasceram em Martim, mas vivem, actualmente, no distrito do Porto. Mas, desde há cinco anos que não perdem o ‘Dia de Martim’, dia de reencontro com a família e amigos.
Esta festa “faz-nos tão bem... que não a podemos perder”, explicaram os irmãos, afirmando que “somos sempre muito bem recebidos aqui”.

in 'Correio do Minho'- 16 de Agosto 2008
Texto- Vera Batista Martins

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Ninguém fica indiferente
ao “Dia de Martim”

Já é uma tradição e, por isso, ninguém fica indiferente. Ao Dia de Martim, celebrado ontem pelo sétimo ano consecutivo, ninguém falta, sendo esta a oportunidade no ano para todos conviverem.
Segundo o presidente da Junta desta freguesia do concelho de Barcelos, a escolha de 15 de Agosto para Dia de Martim não foi um acaso. «É o dia de Santa Maria, que é padroeira da freguesia. É uma altura em que estão cá os nossos emigrantes. E é uma oportunidade que todos têm para confraternizarem entre si», afirma António Carvalho.
O autarca salienta mesmo que, de ano para ano, verifica-se que há cada vez mais pessoas a celebrarem o dia da sua freguesia, aproveitando esta ocasião para reverem amigos e porem a conversa em dia. Há até emigrantes que já marcam as suas férias tendo em conta o 15 de Agosto, para estarem cá neste dia. «Vem de encontro àquilo que é o ser martinense, ou seja, aquele espírito bairrista, agradável e saudável. Nada de um bairrismo exagerado. Nós sabemos viver muito bem com pessoas de fora, mas gostamos da nossa freguesia», disse.
Assim, o Dia de Martim começou bem cedo, com a celebração da Eucaristia às 7h00, na igreja paroquial. Segundo o presidente da Junta, seria impensável iniciar esta comemoração de uma outra forma, tendo em consideração que Martim é uma freguesia com elevada percentagem de católicos praticantes. «A Igreja tem realmente aqui um “peso” importante. As pessoas praticam e temos 350 crianças a frequentar a catequese, o que reflecte a vivência das pessoas em relação à igreja», sustentou. Desta forma, acrescenta António Carvalho, «não faria sentido celebrarmos o Dia de Martim, ainda por cima no dia da padroeira, sem uma Eucaristia». Mesmo marcada para as 7h00, o autarca garante que a igreja enche-se de fiéis que querem começar da melhor forma este dia.
Após a missa, e durante toda a manhã, as comemorações do Dia de Martim integraram depois provas de atletismo para vários escalões e, pela primeira vez, um “peddy paper”, que veio substituir um “rally paper”. «Nós, até hoje tínhamos sempre feito um “rally paper” mas, tendo em conta crise dos combustíveis e a poluição, quisemos mudar um bocadinho e fizemos um “peddy paper”», justificou o autarca.
Para além de ser mais ecológico, esta prova foi também uma forma de mostrar e divulgar junto dos participantes o património material e imaterial da freguesia, uma vez que o percurso escolhido englobou os principais pontos de interesse de Martim, recordando lendas e tradições.
Finda a parte da manhã, seguiu-se depois um dos pontos altos do programa do Dia de Martim, tratando-se do almoço que decorreu no campo da Junta de Freguesia. Cada família trouxe o seu farnel para partilhar com amigos, aproveitando o momento para confraternizar.
«Durante a tarde tivemos os cantares ao desafio, sempre com a nossa “prata da casa”, tivemos a actuação do nosso grupo folclórico, que este ano celebra o seu 25.º aniversário, e mais para o final da noite também tivemos uma banda que é da freguesia e já é repetente nestas coisas, conhecendo muito bem o público. Foram tudo coisas muito simples», salientou António Carvalho. Para animar ainda mais a tarde, não faltaram os jogos populares e, para os mais novos, os insufláveis.
A Junta de Freguesia, para terminar o dia da melhor forma, proporcionou ainda a todos os presentes uma sardinhada, acabando esta iniciativa às 24h00, com um fogo de artifício.
«Este é um dos dias que veio para ficar, independentemente de ser a Junta de Freguesia a organizar. Isto já nunca mais pára porque, nós é que demos a ideia, mas depois são as pessoas que fazem tudo isto e trabalham», sustentou o presidente da autarquia local, realçando ainda toda a equipa que integra o seu executivo.

Construção do complexo desportivo
é prioritária para Martim

O presidente da Junta de Martim classificou de prioritária a construção do complexo desportivo para aquela freguesia, que actualmente está sem campo de futebol. Segundo António Carvalho, a Câmara de Barcelos, através de uma parceria público-privada, já anunciou a construção do equipamento que irá ter relva sintética, balneários, gabinete médico, uma ala comercial e um bar. Através desta parceria, a autarquia conta ainda construir uma piscina coberta.
«Está tudo muito bem pensado por forma a que a própria estrutura se aguente por si e tenha uma utilização contínua. É importante ver aquilo a ser sempre utilizado, para se justificar um investimento desta natureza», disse ao Diário do Minho o autarca.
Segundo o presidente da Junta, este é um dos maiores sonhos da freguesia que vai ser concretizado, esperando-se que a obra esteja concluída no próximo ano. «As forças começam a faltar e nós já temos alguma dificuldade em continuar a pedir às pessoas para que aguentem os clubes. Nós temos o Académico Futebol de Martim, que está na divisão de honra e tem tradição no desporto regional, e temos a Casa do Povo de Martim, com o futebol feminino que disputa os campeonatos nacionais. Tudo isto ainda não acabou e já lá vão quatro anos sem campo de futebol. Contudo as pessoas acreditam e nós acreditamos também», salientou.
António Carvalho afirma, por outro lado, que a freguesia está a necessitar de uma creche, sublinhando que a construção deste equipamento não é da competência da Junta. Contudo, acrescentou, a Associação de Pais já conseguiu o estatuto de IPSS, já elaborou o projecto e aguarda que abra o Programa PARES para obter uma parte do financiamento da obra.
Por fim, a freguesia de Martim deseja ainda a construção de uma estrutura para albergar a Extensão de Saúde, que funciona em instalações alugadas. «Neste momento, a obra está em PIDDAC, e a Administração Regional de Saúde já tem da nossa parte a cedência do terreno para construir essa infra-estrutura que também é uma valência para Martim», realçou.

in 'Diário do Minho'- 16 de Agosto 2008
Texto- José Carlos Ferreira

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