Mais de mil pessoas participaram ontem no terceiro “Dia de Martim”, em Barcelos, uma festa que juntou em convívio toda a comunidade da freguesia, numa época do ano em que muitos emigrantes estão de férias com as suas famílias.
O dia 15 de Agosto, feriado da Assunção de Nossa Senhora, é assim celebrado da melhor forma em animado convívio entre a população, que vem aderindo à iniciativa em número cada vez maior, o que deixou o presidente da Junta de Freguesia, que organiza o evento, «extremamente satisfeito».
A iniciativa surgiu para aproveitar o facto de a maior parte das pessoas estar de férias e os seus emigrantes também estarem pela terra, dando-lhes a possibilidade de participarem numa série de actividades e, também, de “matarem” saudades das gentes de Martim. O dia da terra já entrou no calendário das pessoas e há quem venha de férias já com o convívio em mente.
Martim é uma freguesia bairrista e com muitas colectividades, pelo que a festa é animada com a “prata da casa”. O dia começou bem cedo, com a celebração, pelas 7h00, de uma eucaristia por todos os martinenses na igreja paroquial, tendo-se seguido várias provas desportivas durante a manhã.
A prova de “Rally Paper” levou muitos participantes pela freguesia, num percurso recheado de aventuras e surpresas. A prova de atletismo, uma modalidade com muita tradição na terra, foi dedicada exclusivamente aos mais pequenos, com a participação de mais concorrentes masculinos e femininos que em edições anteriores.
A hora do almoço foi a mais aguardada por todos, com os martinenses a saírem de casa de farnel ‘às costas’ e, tal como manda a tradição, a concentrarem-se no campo da Junta de Freguesia, a partir das 12h30, para ali partilharem, conviverem e confraternizarem com os familiares, e amigos. E se ao início cada família põe a sua mesa, no final já toda a gente está em convívio com todos numa partilha comunitária.
Durante a tarde, os jogos tradicionais animaram os mais velhos em competições fraternais, enquanto os mais novos se divertiram nos insufláveis e a fazer “rappel”. O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Martim levou ao palco a música tradicional da localidade fazendo surgir os primeiros pezinhos de dança por parte dos martinenses mais animados.
Ao cair da noite foi tempo de reforçar energias, num jantar oferecido pela organização, que como não podia deixar de ser teve por ementa uma mega-sardinhada e caldo verde. Retemperados os estômagos, a música prosseguiu com cantares ao desafio, também por intérpretes da terra, encerrando com a actuação de uma banda de martinenses a “chamar” o mais desinibidos para a dança... até à meia-noite, hora em que religiosamente termina o “Dia de Martim”.
[16/08/2004 - 09:24] [José Carlos Lima ]
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