Mesmo com a chuva a ameaçar, os martinenses não se sentiram intimidados. O convívio do Dia de Martim já é tão esperado que mesmo a chover ninguém faltou ao convívio pelo sexto ano consecutivo. A música e os jogos para todos os gostos marcaram o dia mais esperado pelos martinenses.
O presidente da Junta de Freguesia, António Carvalho, mostrou-se agradado pela forma como tem evoluído, ao longo dos anos, esta ideia de reunir toda a freguesia, garantindo que de ano para ano tem melhorado. “Nós mantemos sempre uma certa tradição no nosso programa porque não podemos deixar que a actividade fuja daquilo que inicialmente pensámos. Ia estragar a essência do Dia de Martim, que tem crescido muito. Temos pessoas de Martim mas já temos pessoas de fora, familiares e amigos e os nossos emigrantes, que também já assumem este dia como obrigatório para as férias. É uma oportunidade que se tem de conviver”, admitiu o presidente.
O dia começou cedo, às 7 horas, com uma Eucaristia na Igreja Paroquial, a que se seguiu uma prova de Rally Paper, que animou os elementos das 19 equipas participantes. Quase em simultâneo realizou-se uma prova de atletismo, dedicada aos mais novos.
Por volta das 12.30 horas, o encontro foi no campo da Freguesia, onde todos os populares se juntaram para um almoço conjunto, sempre marcado por uma atmosfera familiar e amigável.
O convívio continuou tarde fora com algumas surpresas que fizeram as delícias dos mais novos, sempre sob a banda sonora do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Martim, cantares aos desafio e uma banda da terra.
Insufláveis, paintball e os jogos tradicionais (jogo do saco, da colher e da força) marcaram a tarde de animação com a participação de muitos martinenses.
“Esta ideia começou por ser uma brincadeira. Nós pensamos que seria boa ideia escolher um dia para a nossa comunidade, e nesse dia fazer um convívio, uma forma diferente de passar um dia. Pensámos no dia 15 de Agosto porque nesta altura estão cá os nossos emigrantes, e porque no dia 15 de Agosto, que é sempre feriado, as pessoas estão quase todas disponíveis”, justificou o autarca. E atirou: “Estamos todos felizes, porque, na verdade, as pessoas compreendem a mensagem. Nós estamos, todos juntos, a desenvolver uma freguesia. E esse trabalho não pode ser de uma pessoa nem de duas. Temos uma forma diferente de trabalhar. Sabemos que se estivermos unidos, mostramos como temos orgulho em viver em Martim, como somos entusiastas e bairristas”.
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