Martinenses,
Neste Natal quero falar-vos como quem vos encontra na rua, no café, na mercearia… Não como presidente, mas como vizinho, como alguém que sente esta terra pulsar todos os dias.
Sei que o ano não foi fácil para muitos de nós.
Sei que houve dias longos, preocupações e momentos em que tudo parecia demasiado.
Mas também sei que vi gestos pequenos que fizeram a diferença: um sorriso, uma ajuda inesperada, uma mão estendida. É isso que nos mantém juntos. É isso que faz da nossa freguesia um lugar com alma.
Sei que nem todos vão ter uma mesa cheia.
Sei que há quem carregue dúvidas, preocupações, saudades.
Neste Natal, não vos desejo coisas perfeitas.
Desejo-vos coisas reais:
um jantar simples que saiba a casa,
um abraço que não precise de palavras,
uma pausa na correria para respirar fundo
e lembrar que, apesar dos dias complicados, ainda estamos aqui — juntos.
Porque é isso que somos: uma comunidade que respira através das pessoas. Dos Martinenses. Gente de verdade, com histórias de verdade.
Neste Natal, desejo que encontrem calor onde há frio, companhia onde há solidão, e esperança nos pequenos gestos que às vezes passam despercebidos. E que sintam que, apesar de tudo, não estão sozinhos.
Um abraço sincero,
António Carvalho

