Está a chegar o oitavo Dia de Martim. Um dia muito especial para todos os martinenses que aproveitam este dia para conviverem entre si. A festa, organizada pela Junta de Freguesia de Martim, está marcada, como sempre, para o próximo dia 15 de Agosto e o presidente da Junta de Freguesia de Martim acredita que "ninguém vai faltar à chamada, até porque o Dia de Martim já é uma tradição na terra".
A organização está a preparar as diversas actividades que vão preencher um dia "bem diferente" de todos aqueles que aceitam todos os anos o convite para fazer parte do dia da terra. E o presidente António Carvalho garante mesmo que "não há nada idêntico nas redondezas", assegurando que o Dia de Martim é "um exemplo de bairrismo, orgulho e, claro, muito convívio".
Este ano adivinham-se, como já é habitual, algumas novidades, a par das tradições que marcam todos os anos o Dia de Martim. Para a oitava edição, a organização está a preparar um peddy paper, substituindo, pelo segundo ano consecutivo o rally paper, iniciativa que se realizou durante seis anos. Muitas provas, jogos e descobertas esperam todos aqueles que vão aceitar o desafio de percorrer a terra a pé.
Mas há muito mais. O Dia de Martim começa, como sempre, com a eucaristia por todos os martinenses na Igreja Paroquial de Martim, às 7 horas. O programa recheado, do dia mais longo dos martinenses, segue com o peddy paper, com concentração no jardim-de-infância da terra, pelas 9 horas. A manhã é, ainda, preenchida, com a prova de atletismo para os mais novos.
Um dos pontos altos da festa dedicada a todos os martinenses chega pela hora do almoço, quando famílias inteiras chegam de farnel ao ombro para, todos juntos, confraternizarem no campo da Junta de Freguesia, o local de eleição para a realização da festa martinense. "Somos uma verdadeira família e é impressionante como neste dia esse sentimento fica ainda mais vivo", disse satisfeito o presidente, realçando o facto de "pequenos e graúdos conviverem de forma saudável".
O dia continua com os jogos tradicionais e os diversos insufláveis, dedicados aos mais novos. A animação e boa-disposição marcam o início da tarde do dia 15 de Agosto. "Temos tempo para tudo e as iniciativas estão organizadas de forma a que todos possam participar no que mais gostam", frisou António Carvalho. E atirou: "é engraçado ver os pequenos a divertirem-se nos diferentes insufláveis, e os mais velhos a participarem com garra nos jogos tradicionais".
Muita música e sardinhada
E como não há festa sem música, o Dia de Martim, também, é marcado por muita dança e, claro, cantoria. E sempre com a 'prata da casa'. Cantares ao desafio, folclore e música popular preenchem o final da tarde e noite do Dia de Martim. E os martinenses, residam em Martim, nas freguesias vizinhas ou até no estrangeiro, não perdem a oportunidade para dar um pezinho de dança. E aqui ninguém fica para trás. "Entre a música, a organização oferece a sardinhada e o caldo verde ao jantar", evidenciou, ainda, o presidente da junta de freguesia.
Antes das últimas danças, chega o momento da entrega dos 'prémios' do peddy paper, atletismo e jogos tradicionais.
O Dia de Martim termina "religiosamente" à meia noite com algum fogo preso para a delícia de todos os presentes. E neste momento, já todos têm saudades e esperam o próximo Dia de Martim.
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