Mais de um quarto das 4.261 juntas de freguesia portuguesas existentes em Portugal tinham páginas na internet em finais de 2006 revela o estudo intitulado 'Presença na Internet das Juntas de Freguesia Portuguesas em 2006: Estudo sobre Local eGovernment em Portugal'. E o site da Junta de Freguesia de Martim conquistou o oitavo lugar no ranking nacional no âmbito da publicação da informação e ficando em 281º lugar no global, tendo em conta que foram analisadas as 1243 juntas de freguesia do país com site naquele ano. "Ficamos muito satisfeitos com o resultado do estudo a nível nacional e só vem provar que trabalho que temos desenvolvido está a valer a pena", admitiu o presidente da Junta de Freguesia de Martim, salientando, ainda, que este é também "um estímulo para fazer mais e melhor".
Depois de analisar o estudo, o presidente António Carvalho lamentou que muitos dos sites, bem melhor colocados no estudo do que o site da junta de Martim, estão desactualizados ou até inactivos. "O estudo refere-se apenas ao ano de 2006 e nesse ano houve um boom de sites de juntas de freguesia a nível nacional. Fácil é consruir uma página, o mais difícil é manter o site sempre actualizado e tentar inovar e colocar algo de diferente e que chame a atenção dos cibernautas", assegurou Antóno Carvalho.
Tercerio estudo
Esta é a terceira análise promovida pelo Gávea relativamente à presença das juntas de freguesia portuguesas na internet, depois de estudos similares realizados em 2002 e 2004.
"Os estudos desenvolvidos mostram que a presença das juntas de freguesia portuguesas na internet está ainda nos seus primeiros
passos, tendo ainda um longo caminho a percorrer", pode ler-se, entretatanto, na
conclusão do estudo realizado por Leonel Duarte dos Santos e Luís Alfredo Martins do Amaral (do Gávea - Laboratório de Estudo e
Desenvolvimento da Sociedade da Informação do Departamento de Sistemas
de Informação da Universidade do Minho), que detectou 1.243 juntas de freguesia presentes na internet, ou seja, 29 por cento.
O estudo de 2006 concluiu ainda que 46 por cento das juntas de freguesia dispunham de correio electrónico. "Confirma-se aqui, os contrangimentos estruturais ainda existentes nas juntas de freguesia, nomeadamente as de menor dimensão, limitando a adesão às novas tecnologias para a modernização dos seus serviços", adianta, ainda, o estudo.
E no mesmo documento pode ler-se: "como não se prevê grandes alterações nos próximos anos, a única solução para que as juntas de freguesia possam usar a internet com vantagem para os cidadãos passará pelo desenvolvimento de esforços conjuntos, quer com outras juntas de freguesia, quer com as câmaras municipais ou até tirando partido doas porjectos de cidades e regiões digitais em curso ou que venham a ser desenvolvidos".
Critérios
Os critérios analisados no estudo foram os conteúdos disponíveis no sítio web, a actualidade dos conteúdos, a acessibildiade, a
navegabilidade, as facilidades para cidadãos especiais e outros indicadores, tais como, a newsletter, o design gráfico do sítio web ou
as linguagens de programação utilizadas no sítio web.
No ranking de maturidade, verifica-se que enquanto em 2004 apenas havia juntas classificadas nos níveis 3 e 4, no ano de 2006
encontram-se juntas de freguesia nos níveis 2, 3 e 4. Existem 223 juntas de freguesia que disponibilizaram o download e o upload de formulários e consulta de processos via web (nível 2), 199 juntas de freguesia dis- ponibilizam formulários de suporte aos
serviços fornecidos ao cidadão e às empresas (nível 3) e 775 cuja presença na internet é apenas para divulgação de informação (nível
4). Em nenhuma das avaliações, em relação à presença das juntas de freguesia na internet, ocorreu a existência de uma juntaclassificada
no primeiro nível do modelo.
Mais de 1/4 das freguesias
na internet em 2006
Relativamente à análise aos sítios na Web, o estudo, realizado pelos dois investigadores da Universidade do Minho, concluiu que 91 por cento dos endereços recolhidos se encontravam acessíveis (1.197 juntas de freguesia). Os restantes nove por cento não se encontravam acessíveis por estarem
em construção, manutenção ou indisponíveis, acrescentam.
O documento analisou também os tempos de resposta das juntas de freguesia às mensagens de correio electrónico, tendo para o efeito enviado duas mensagens: uma do laboratório e outra de um 'cidadão
fictício'. A este respeito, os autores referem que 28 Juntas (2,7 por cento) responderam em menos de quatro horas à mensagem do laboratório, um número que subiu para 185 (17,9 por cento) à mensagem do 'cidadão
fictício'.
No total, 63,5 por cento das juntas não respondeu à mensagem do Gávea
e 30,7 por cento não respondeu à mensagem simples, lê-se, também, no mesmo documento.
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