O processo de toponímia da freguesia de Martim está praticamente concluído. Depois do mapa, elaborado pela Comissão de Toponímia, ter sido aprovado em reunião da Câmara Municipal de Barcelos procede-se, agora, aos últimos passos legais deste processo. "Já foram colocadas as placas nas várias artérias da freguesia e esperamos agora pela atribuição dos respectivos códigos postais por parte dos CTT. Só a partir daí é que todos os martinenses podem ir à sede da junta de freguesia adquirir a respectiva declaração e número de porta", explicou o presidente da junta de freguesia. António Carvalho mostrou-se "satisfeito" com o decorrer de todo o processo, já que sempre houve "um pouco de relutância" em mudar. E justificou: "os martinenses são muito bairristas e vivem muito por lugares, prova disso é a organização do nosso Carnaval. Mas passámos pelos 12 lugares da freguesia e tentamos fazer o melhor possível, dentro das regras que tínhamos que seguir, salvaguardando sempre os nomes dos lugares, porque as pessoas vão acabar sempre por se identificarem com eles".?A Comisão de Toponímia foi aprovada na reunião da Assembleia de Freguesia de Junho do ano passado e desde então os elementos da comissão reuniram diversas vezes, das quais muitas foram realizadas no terreno. "A equipa fez questão de passar em todos os caminhos e tentar encontrar nomes que estivessem relacionados com o respectivo local como manda o regulamento municipal", salientou, ainda, o autarca.
Das avenidas
até aos carreiros
A toponímia designa o nome dos lugares dos sítios, das ruas, das avenidas, enfim, de todas as artérias habitadas. Ao todo, a freguesia de Martim tem 100 artérias aribuídas, desde ruas, passando por ruelas, calçadas, travessas e até carreiros. De acordo com o regulamento aprovado pela comissão de toponímia municipal deve-se privilegiar a história local e a toponímia antiga, bem como as características que identificam o lugar. "A história e a tradição foram os 'instrumentos' de trabalho privilegiados pela equipa de trabalho", assegurou, ainda, António Carvalho. E exemplificou: "temos a Rua de Martim d'Além ou dos Pomares e também existe a Praça Santa Maria de Martim, a Rua do Estaquedo, a Rua de Janes, a Rua da Plaina, a Travessa Real ou até a Travessa do Fôjo, bem como a Ruela das Agras ou Ruela da Portela".
Ainda no mesmo regulamento é definido que os nomes devem ser o mais curtos possível e quando, num mesmo lugar, existir mais do que um caminho deve ser atribuído ao caminho principal o nome do lugar e aos caminhos adjacentes o nome das propriedades mais antigas ou de qualquer sinal ou vestígio que identifique o referido lugar. Além disso, ainda no mesmo documento, anuncia que se deve evitar dar o nome de pessoas ainda vivas.
Registo
de canídeos e gatídeos
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